sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Boas.

Parece que este fim-de-semana não vai haver liga. É uma pena… agora que o Sporting ia tão bem lançado… Mas é apenas um interregno na sua vitoriosa corrida ao titulo…

Mas vamos ter a selecção. E duas vezes.... E agora é que se vai ver se o Queiroz é tão bom ou melhor que o Scolari.

Eu gosto do Carlos Queiroz. Mas tenho algumas dúvidas se vai conseguir fazer o que o Scolari fez. Profissionalmente gosto do Carlos Queiroz. É competente e penso que vai fazer um óptimo trabalho com a nossa selecção. Agora as minhas dúvidas são se ele consegue motivar também o resto dos portugueses. Nisso o Scolari é muito bom. Mesmo quando Portugal fez um óptimo campeonato da Europa (2000), nunca se viu o que o Scolari conseguiu fazer: Bandeiras à janela; Tudo parado quando a selecção joga; Caras pintadas com as cores de Portugal; cachecóis de Portugal nas ruas; Gente e mais gente à espera dos jogadores…

Isto é que eu tenho dúvidas que o professor Carlos Queiroz consiga. Mas como ainda estamos todos com a selecção, pode ser que esta euforia se mantenha. E viva a selecção de Portugal…

3 comentários:

André . أندراوس البرجي disse...

Maria, bem-vinda!

O que tenho a comentar em relação às tuas palavras é: quando bandeiras made in China à janela, quando um país parado quando a selecção joga (o que é lamentável), quando caras pintadas com cores de Portugal, quando cachecóis nas ruas, quando tudo isto for contabilizado desportivamente, então eu peço ao Scolari para voltar. Quanto a mim, dispenso todo esse folclore, se a opção for um Europeu como o de 2000, nunca mais igualado em termos de qualidade, nº de pontos, nº de vitórias, diferença de golos sofridos e marcados.

Stromp disse...

Ficámos em que lugar em 2000?

O Scolari não trouxe apenas folclore. Trouxe resultados.

André . أندراوس البرجي disse...

Para mim ficar em 3º ou 2º é quase a mesma coisa. A diferença é que em 2000 o adversário era o campeão do mundo em título e futuro campeão da Europa, em 2004 era uma selecção fraquinha que não fez nem voltou a fazer nada de jeito. Houve também outras diferenças, talvez não menos importantes. Em 2000 jogava-se fora, em 2004 jogava-se em casa. Em 2000 as condições organizativas eram as de sempre, em 2004 houve condições de preparação como nunca antes. Em 2000 os adversários eram de calibre, do primeiro ao último jogo, com a eventual excepção da Turquia. Em 2004 só havia fregueses habituais, daqueles que, sendo selecções fortes, são fregueses habituais, que tradicionalmente não conseguem ganhar à selecção portuguesa. Claro, há o caso da Espanha, contra a qual Scolari conseguiu o feito de, num particular, dar a primeira vitória sobre Portugal em 60 anos. Há ainda uma diferença mais simbólica do que outra coisa: em 2004, pela primeira vez, não estava no grupo o campeão em título, como tinha acontecido em '84 (Alemanha), '96 (Dinamarca) e '00 (Alemanha).

Mas para que não me digam que sou injusto para com o Scolari, tenho de lhe dar o mérito por dois recordes assinaláveis: conseguiu a primeira derrota de uma selecção portuguesa em fases de grupos de europeus, e ninguém lhe vai tirar o mérito de ter contribuído com 3 das únicas 4 derrotas portuguesas em fases finais. Nada mau! Isto com as melhores condições de sempre, e cavalgando a onda da enorme evolução do futebol português nos últimos 20 anos, convenhamos, é obra.