sábado, 18 de abril de 2009

Uma questão de ambição

“Nós podemos acabar o trajecto sem ser campeões, mas não podemos acabar o trajecto no terceiro lugar”.

Esta poderia ser uma boa resposta para aqueles que acusam o Sporting de ser pouco ambicioso. Sobretudo quando geralmente essas críticas vêm de adeptos de um clube cujo treinador já afirmou que o 3º lugar é bom, pois é melhor do que no ano passado. E mais valor e significado ganham as palavras do treinador do Sporting, quando se olha para os orçamentos (a lampionagem não gosta de que se lhe recorde isto, mas tem de ser), e se vê que, mesmo tendo de longe, muito longe, o orçamento mais baixo dos 3 grandes (*), não só esta época mas ao longo dos últimos anos, ainda assim vai-se afirmando consistente e destacadamente como o 2º clube a nível de títulos, na última década, cada vez mais longe da equipa milionária que vai vivendo da História (quase paleontológica), e se vai afirmando como o 3º clube a nível de títulos da última década, taco a taco com o Boavista. Dá que pensar ao pessoal que gere as contas e faz as equipas.

O Paulo Bento alerta ainda, neste artigo, para o facto óbvio de que os que estão em 3º poderem chegar a 2º. É óbvio, La Palisse não diria melhor. Mas não deixa de ser um alerta importante, sobretudo para dentro do balneário. Com 4 pontos de vantagem e um calendário à partida mais acessível, tudo parece encaminhado para se repetir no mínimo a classificação dos últimos 3 anos. No entanto, já se viram recuperações lampiãs de desvantagem ainda maior. E, mau grado a notável excepção que foi a última jornada, onde a lampionagem provou do seu próprio veneno e sofreu na pele aquilo a que nós estamos muito habituados, as arbitragens não auguram nada de bom para as bandas de Alvalade.

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(*) Não são "chamados", são mesmo, de facto, os grandes.

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