terça-feira, 30 de setembro de 2008

2 episódios relativos à champs...

1º episódio

"Perante a insistência de um jornalista presente na sala de imprensa em abordar o dérbi milanês, o técnico do Inter pediu para que se mudasse de assunto. "Farei isso se me der parte do seu salário de nove milhões de euros", sugeriu o jornalista, prontamente corrigido pelo português: "Não são nove, são 11 e mais os patrocínios faz 14 milhões de euros por ano.""


2º episódio:

"83' - CARTÃO AMARELO a TOMÁS COSTA, por demorar a dar a bola a um adversário."
quem não soubesse o resultado, diria que o Porto estava a ganhar e a queimar tempo

Benfiquista de gema....



domingo, 28 de setembro de 2008

o Inferno da Luz

Nada como passar o dia na apanha e pisa da uva, e no final ter uma vitória do Benfica diante do clube desportivo e de campismo do campo grande.

As participações e declarações Benfiquistas têm sido em tom de moderação, e isso também é visível aqui no facciosos. Não é falta de fé, é um capítulo novo da história do clube, que em vez e gritar a sete ventos que somos campeões, acredita que está a construir uma equipa em condições de vencer e sobretudo de jogar bom futebol.

Esconder que uma vitória clara sem casos e em casa contra um dos eternos rivais, tem um gosto especial, seria o mesmo que dizer que não gosto de futebol. Confesso, que já sentia falta de poder chegar ao trabalho sem aquela coisa de dizer ah e tal parece que ganhámos.

Ganhámos!!!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Amanha é dia de Benfica-Sporting

Amanha é dia de Benfica-Sporting.
Que ganhe o melhor.
Agora amanha é dia em cheio para o comentador Rui Santo. No próximo programa já vai ter onde aplicar as suas grandes teorias.
Eu não sei se tem uma opinião parecida com a minha. Eu vejo o programa dele e tenho a sensação de que estou a ver “A Caras do futebol”.
Ele comenta o comportamento dos jogadores, o que dizem, como dizem, às festas que vão… Enfim… E depois atira aquelas teorias dele com o ar de “Eu é que sei e vocês não sabem nada”. Porque é que o senhor não vai para treinador aplica as suas teorias e logo vemos se realmente tem sucesso? É verdade… não pode ser… Depois não pode ir às festas…
Então amanha no estádio da luz que vença a esperança…
E um bom jogo para todos. Principalmente que seja um bom jogo e com golos... Que a malta gosta é de golos. Já agora sem "casos". Se bem que são os "casos" que alimentam os comentadores...

Qual Champions League, qual quê!

Já percebi porque é que o Glorioso não vai à Champions: a UEFA Europa League é muito melhor!

Eu nunca falo em arbitragens

Prof Jesualdo

"...Refiro-me à arbitragem. Ficou-nos a ideia de que o Apito Dourado, tantas vezes referido, pode estar a condicionar a avaliação das pessoas. Antes de começar o campeonato, tive o cuidado de dizer, e repito, que esperava que não fosse à sombra do Apito Dourado que as pessoas deixassem de ser competentes. Repito: competentes, palavra diferente de outras que por vezes se utiliza. Se olharem para os jogos do FC Porto, Benfica e Sporting e os avaliarem, perceberão que as minhas observações, agora, não são nem choradinho, nem pressão. É uma análise clara dos três jogos. Tudo o que disse não anula a nossa incompetência contra o Rio Ave."
Naaaa, nem ninguém pensou nisso, até porque aí ninguém fala de arbitragens. Só as compram.

"...Portanto, se olharem para os três jogos, vão perceber que houve avaliações diferentes por questões de competência. O facto de haver um sumaríssimo ao Luisão não determinou a sua expulsão [no Benfica-FC Porto]; ele continuou em campo. Se falarmos no Sporting, teremos de ver o que se passou em Braga e também no último jogo. No do Benfica houve um penálti visível, mas o nosso não foi, porquê? Antes de começar o campeonato, disse que esperava que as pessoas não fossem influenciadas no sentido de não serem competentes. E sobre esta matéria não falo mais. "
Braga? Que se passou em braga?? Ahhh, já sei! O golo do Postiga!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Bruno Alves, o leal

Em tempos o prof Jesualdo disse que o bruno alves é um jogador leal e que até tinha sido convidado pela UEFA para demonstrar capacidades técnicas e individuais defensivas.

Rui Santos agredido?

"O Ministério Público de Oeiras mandou arquivar o processo relativo à agressão de que Rui Santos foi alvo no parque de estacionamento da SIC por desconhecidos. Mas, o advogado do jornalista recorreu da decisão e o processo vai a ser reaberto."

Quer isto dizer que afinal o Rui Santos não foi agredido. Tudo isto não passou de uma encenação. Este malandro deveria era pagar uma indemnização ao Estado.

Semana de derby

Na semana do Derby Nacional, está na coluna à direita a sondagem das sondagens, a única fidedigna.

Votem e não andem a mudar de computador só para votarem mais do que uma vez.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Pois, portantos, aaaa

Fernando, do futebol corrupto do porto em entrevista após jogo em Vila do Conde:

Tem assumido lugar de Paulo Assunção, como se sente com essa responsabilidade?

Fico feliz pelo meu trabalho e pela oportunidade que Jesualdo me está a dar. Infelizmente, o jogo de hoje não correu bem, a equipa tentou tudo e houve um penalty a nosso favor que não foi marcado. Foi um jogo complicado, o árbitro dificultou muito. Mas temos de vencer em qualquer campo para sermos campeões.

Qual o jogo mais difícil que teve até agora?
«O de hoje foi mais difícil, até porque o campo é pequeno. Tivemos dificuldade nesse aspecto. Resta trabalhar.»

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ai Joaquim, Joaquim...

Já tiveste melhores dias...
Essas mãozinhas de manteiga...!

«Por que não jogava Vukcevic no Saturn?»

Numa casa verde, o balneário está ao rubro!!!

Efeito "Calimero"

Parece que andarem a queixar-se dos árbitros logo à primeira jornada já está a dar os seus frutos.
Pois se os defesas adversários não derem abébias há que contar com a dificuldade dos árbitros assistentes em interpretar correctamente as regras do jogo.
Ou em Alvalade as regras do fora-de-jogo são diferentes?
Ou em Vila do Conde pode um jogador de campo jogar à bola com o braço e não ser penalty? Hum, talvez, desde que não seja para prejudicar aqueles tipos de verde e branco que passam uma época toda a choramingar...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Arre Quim!

Não é de todo sensato culpar o Quim pela derrota, mas aquele 3º golo do Nápoles deixa muito a desejar da prestação do guarda redes.

Como gostam de dizer os entendidos, a jornada está em aberto, eu diria que perdemos, e fodasse eu não gosto de perder!

Uma palavra de apreço para o Braga e para o Vitórrrrrria (de Setúbal para os mais distraídos)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O terramoto

Numa inusitada incursão pela geologia e sismologia, um pasquim da nossa praça conta que os golos festejados no estádio do Nápoles têm o efeito de um pequeno sismo. Como hoje andei a cheirar pelos corredores da faculdade, vim infectado com essa maleita tremenda que é cabotinismo (contrataram-me, aturem-me). Vai daí lembrei-me de outro famoso terramoto napolitano. Foi em 64 d.C. ou 66 d.C (não há certezas), e o imperador Nero estava a dar um espectáculo de canto lírico no anfiteatro de Nápoles, ali à beira de Pompeios e do Vesúvio. Este, depois de dar sinal inequívoco com o enorme terramoto de 62 d.C., continuava a arrotar com frequência, perante a suicida indiferença de pompeianos e vizinhos. Um desses tremendos arrotos deu-se, portanto, em 64/66 d.C., por ocasião da visita do imperador Nero à cidade de Nápoles. Dizem as más línguas que Nero compunha mal e cantava ainda pior (embora testemunhos mais imparciais nos permitam saber que o rapaz afinal nem escrevia nada mal). As línguas viperinas da época contam até casos de homens que se fingiam de mortos para poderem ser retirados dos anfiteatros onde Nero actuava - pois o imperador proibia que se saísse enquanto ele actuasse - bem como de mulheres que ali mesmo davam à luz, traumatizando para o resto da vida os rebentos. Ora conta a rainha da má língua, o venenoso Suetónio, que em 64 /66d.C. nem a ocorrência de um medonho ataque aerofágico do Vesúvio, traduzido num terramoto muito jeitoso, impediu Nero de levar até ao fim o espectáculo, impedindo que saísse do recinto quem quer que fosse:
«E apresentou-se pela primeira vez em Nápoles, e a verdade é que nem ocorrendo de repente um terramoto no anfiteatro parou de cantar, não antes de concluir a ária que começara.»
Suetónio, Ner., 20
Pronto, por hoje é tudo que a bateria do portátil está no fim.

P.S.: para quem não teve pachorra para ler a posta anterior, a crise aerofágica do Vesúvio teve dramático fim em meados de 79 d.C., quando se deixou de arrotos e vomitou cinza ardente sobre Pompeios, Herculano e outras pequenas povoações da área.

A primeira interdição


Muito se tem falado de interdições de estádios. Como me parece que esta Liga em duas jornadas duas já mostrou mais nonsense que todos os episódios do Flying Circus juntos, tinha decidido abster-me de falar do assunto, guardando-me para coisas mais sumarentas. Até saber que o Nápoles voltou às competições europeias, depois de longa ausência. Lembrei-me então da primeira interdição de um recinto desportivo por motivo de desacatos de que há registo (1): a interdição do anfiteatro de Pompeios (2), a tal cidade ali mesmo na baía de Nápoles, que em 79 d.C. foi enterrada pelas cinzas (não lava) do Vesúvio, que ainda hoje ameaça milhões de napolitanos indiferentes que, ignorantes da História e da ciência, insistem em viver ali mesmo ao lado de um dos vulcões activos mais perigosos da Europa.

A coisa aconteceu em 59 d.C., durante um espectáculo de gladiadores (assim uma espécie de Binya ou Bruno Alves do tempo dos romanos, mas menos perigosos). Nas bancadas o clima aqueceu entre pompeianos e nucerinos (da vizinha Nucéria), e o resultado foram muitos mortos e feridos. A coisa chegou aos ouvidos de Nero, que mandou os senadores decidirem sobre o assunto; estes por sua vez despejaram a batata quente nas mãos dos cônsules, que a devolveram aos senadores (3), que se viram forçados a decidir. Dissolveram e ilegalizaram as claques de Pompeios e Nucéria, e interditaram o anfiteatro por 10 anos.

O episódio, ilustrado em pinturas da época, como a que enfeita esta posta de erudição, é também testemunhado por graffiti ainda hoje visíveis nas paredes de Pompeios, e relatado pelo historiador Tácito, que viveu algumas décadas depois, e que conta a coisa assim (traduzo à pressa e numa esplanada, perdão por eventuais deselegâncias de estilo):

«Por essa mesma altura, e com um início sem importância, deu-se um terrível banho de sangue entre os colonos de Nucéria e de Pompeios num espectáculo de gladiadores que oferecia Livineio Régulo, aquele de quem vos contei ter sido expulso do Senado. Assim, com o [habitual] excesso provinciano, lançavam uns aos outros impropérios, depois pedras; por fim sacaram das armas, sendo mais forte a plebe de Pompeios, em casa de quem se oferecia o espectáculo. Muitos nucerinos, pois, foram levados para Roma, o corpo coberto de golpes, e muitos choravam a morte de filhos ou pais. O imperador [Nero] delegou o julgamento deste caso ao Senado, o Senado aos Cônsules. E trazido de novo o caso aos Senadores, foram proibidas durante dez anos aos pompeianos reuniões deste género, e os gangues, que tornaram ilegais, foram dissolvidos. Livineio e os outros que provocaram os desacatos foram punidos com o exílio.»
Tácito, Annales, XIV, 17

Digam lá que não parece a descrição de um encontro entre adeptos do Benfica e adeptos do Benfica nos arredores do Galinheiro, bem como os meandros da justiça desportiva portuga. A interdição, no entanto, foi levantada em 62 d.C. mas não me perguntem porquê que eu não me lembro. Parece-me que foi por causa de um terramoto, dos muitos que afectam aquela região. Seja como for, os pompeianos não tiveram muito tempo para festejar. Escrevendo direito por linhas tortas, os deuses trataram de encerrar definitivamente o recinto desportivo em 79 d.C, quando a interdição de facto deveria acabar: em meados desse ano o Vesúvio explodiu uma vez mais, sepultando o anfiteatro e o resto da cidade em cinzas vulcânicas (não lava), e matando milhares, ora sufocados pela poeira (os mais sortudos), ora assados vivos na torrente piroclástica de cinza ardente.


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(1) penso eu de que, pelo menos não conheço nenhum exemplo mais antigo.
(2) é esta a forma correcta, embora ninguém a use, e não "Pompeia", que é o que toda a gente usa, por via francesa.
(3) parece que quando estes enviaram carta furiosa rezando "non ualet, uobis prius iecimus" (não vale, nós lançamos-lhes primeiro), estes responderam com um sarcástico "sane, sed non 'mitte alteri non ipsi' dixistis" (é certo, mas não disseram "passa ao outro e não ao mesmo").

Pasquins

Na bola, um dia após a vitória do fcp para a champions league, o grande destaque vai para um tema geológico "Vulcão não assusta águia".

No record, a chamada principal vai para o suazo.